(http://www.youtube.com/watch?v=RiWPBkJ1VzU)
[Introdução]
Nesta pequena análise do Pv irei começar por falar na Fotografia pois foi a primeira coisa que me chamou à atenção. Após esta, irei contar um pouco daquilo que será a Narrativa, finalizando com uma espécie de conclusão onde à Fotografia e Narrativa juntarei a própria letra da música.
Esta é a primeira análise a um Video-Clip que faço e é possível que os próximos sejam mais completos e com outros modelos de apresentação.
[Fotografia]
Basta olhar para a Fotografia dos primeiros planos deste vídeo para perceber que transmitirá sentimentos de tristeza, melancolia, perda, desespero ou até mesmo desistência em viver, cansaço. Isto graças às cores “sem cor”, mortas, desprovidas de qualquer emoção, em tons de cinza e castanho.
A falta de vida é tamanha que, por vezes, a roupa dos personagens mistura-se com as cores da Natureza que os rodeia, como se fossem um só. Tal como a Natureza está nua e morta, também eles o estarão em certa medida.
[Narrativa]
No começo deste vídeo somos confrontados com uma espécie de Mundo abandonado, desértico e sem vida. A primeira pessoa que vemos neste ambiente estranho é um bebé que acorda ao som do acordar da guitarra.
Continuamos com imagens de vastidão desértica onde agora aparece uma figura adulta, vestida com uma espécie de trapos. Uma roupa gasta, sem cor, simples, em harmonia com o meio que o envolve.
Figura após figura, temos um total de quatro personagens masculinos, todos vestidos de forma semelhante, que se vão juntando à volta de um berço de palha, simples e igualmente pobre, que se encontra à frente de um cadáver. Nele vemos o bebé do início do vídeo, nu, desprotegido e sozinho, abandonado no meio do nada.
A calmia e tranquilidade dão lugar a uma batida mais forte e com ela, um cadáver. Não um cadáver qualquer mas um esqueleto, usando igualmente roupas simples, que estaria a guardar a criança.
Com o grito do vocalista vem o choro do bebé cujo berço é derrubado, deixando-o no chão e obrigando-o a gatinhar em frente. Curiosamente ele cai para longe do esqueleto, talvez tentando escapar dele.
Um a um os personagens começam a ir embora, nada mais há para ver.
A música volta à tranquilidade, quase que num desprezo súbito ou apenas fruto do cansaço. Apenas um permanece com a criança, talvez para cuidar dela ou apenas para a observar por mais um pouco, curioso por conhecer o seu Futuro. Eventualmente vê-mo-lo a caminhar, mostrando que talvez também ele a tenha abandonado.
[Mensagem]
A letra parece começar a falar-nos de algo que acabou de nascer. Branco, puro, sem conhecimento do que o rodeia. Conforme vamos crescendo, as pessoas começam a escolher o nosso Futuro por nós e eventualmente “as cores apagam-se”, tal como se apagaram no vídeo.
Eventualmente os Humanos acabarão por se destruir uns aos outros, é que o nos diz a quadra seguinte. E mais do que se destruírem, destroem a Natureza que vive há biliões de anos (dá qual pertencemos há meros segundos). Provavelmente foi isso que aconteceu à paisagem que rodeia os personagens, morta pelos seres que viu nascer e de quem cuida sem pedir muito em troca. Em vez dos seus “filhos” cuidarem dela e de si, apenas procuram incessantemente pela destruição, arruinando qualquer possibilidade de um Futuro melhor, colorido, cheio de vida.
Mesmo que o Homem queira um Futuro diferente este será sempre destruído, numa espécie de ciclo vicioso. Um Mundo que se parte. Uma busca por algo que não existe, com base num desejo egoísta e apocalíptico que apenas acabará por nos tornar a todos em esqueletos abandonados num Deserto.
Talvez noutra perspectiva, a nudez da criança represente aquela brancura que espera ser colorida, sem saber que isso nunca acontecerá e que viverá a sua vida em tons de cinza. Talvez os personagens tenham ido de encontro há criança com alguma esperança que está fosse diferente, que tivesse um Futuro diferente. No entanto, isto não acontece e depressa a maioria dos personagens desiste, continuando o seu caminho.
No fim podemos ter então duas leituras. Eventualmente o personagem que permanece com a criança pode ter perdido a esperança de que alguma coisa mudasse, seguindo também o seu caminho. Ou. O facto de esta criança ter tido companhia e apoio, nem que por um breve momento, possa ser sinal de que ainda há esperança para ela.
Embora o Mundo e as pessoas caminhem para o fim, ainda há esperança de que, um dia, alguém consiga sair deste circulo, mudando o nosso destino. Apenas nos resta esperar que ele continue em frente e que não se venha a transformar no cadáver, cujo no final do vídeo pega fogo, talvez numa metáfora da Fénix.
A música acaba com a frase “O Fim está próximo, mas tu, que conheces-te o amor, estarás em segurança”.
Gostei muito da analise, realmente tudo havê com a musica e o clip
ResponderEliminarObrigada ^.^
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