Melan & Chory é a primeira curta metragem animada publicada pelo jovem animador
Takuya Okada, no dia 30 de Maio de 2010 e pode ser vista no seu canal oficial
do Youtube (aqui). Este filme tem uma outra versão, publicada no canal no dia 29 de
Julho de 2012 (aqui), devido à necessidade que Okada terá sentido de refazer a banda sonora
(tanto a nível musical como a nível de efeitos sonoros). Uma vez que, a nível
narrativo não há quaisquer alterações, irei focar-me na versão original de Melan & Chory.
Criado num mundo imaginário e de fantasia, Melan & Chory centra-se em duas personagens, um rapaz e uma rapariga que presumo sejam Melan e Chory embora durante a curta nada aponte para as suas identidades.
A história começa com o personagem masculino a subir umas escadas que aparecem conforme vai avançando. Parece ser um dia perfeitamente normal e rotineiro na vida deste andarilho até que ele encontra uma ilha flutuante, estagnada, que apenas se mantém no ar devido à hélice que se encontra por baixo dela.
Na ilha está uma rapariga, sentada, sozinha e com uma nuvem sob a sua cabeça, uma nuvem negra. O personagem aproxima-se e oferece-lhe uma flor mas ela limita-se a destruí-la e a fugir para dentro de casa.
Durante alguns dias o rapaz leva ramos de flores à porta da rapariga mas esta continua fechada em casa. A certa altura, podemos ver algumas sombras que saem de dentro da pequena personagem.
No dia seguinte, o rapaz depara-se com um bloco de cimento ou betão no lugar onde deveria estar a casa. Ao entrar, encontra a rapariga, agora com uma nuvem de chuva por cima de si. Quando o rapaz de aproxima com o ramo, ela ataca-o com uma espada, empurrando-o contra uma parede e aparentemente matando-o.
A história começa com o personagem masculino a subir umas escadas que aparecem conforme vai avançando. Parece ser um dia perfeitamente normal e rotineiro na vida deste andarilho até que ele encontra uma ilha flutuante, estagnada, que apenas se mantém no ar devido à hélice que se encontra por baixo dela.
Na ilha está uma rapariga, sentada, sozinha e com uma nuvem sob a sua cabeça, uma nuvem negra. O personagem aproxima-se e oferece-lhe uma flor mas ela limita-se a destruí-la e a fugir para dentro de casa.
Durante alguns dias o rapaz leva ramos de flores à porta da rapariga mas esta continua fechada em casa. A certa altura, podemos ver algumas sombras que saem de dentro da pequena personagem.
No dia seguinte, o rapaz depara-se com um bloco de cimento ou betão no lugar onde deveria estar a casa. Ao entrar, encontra a rapariga, agora com uma nuvem de chuva por cima de si. Quando o rapaz de aproxima com o ramo, ela ataca-o com uma espada, empurrando-o contra uma parede e aparentemente matando-o.
A pequena nuvem que estava por cima da cabeça da rapariga alastra-se e faz chover em toda a divisão. A personagem caminha até ao ramo caído, que entretanto murcha, ajoelha-se a abraça-o, possivelmente preparando-se para abraçar as sombras uma última vez. Nisto, o rapaz solta-se e caminha até ela, usando o seu chapéu para a proteger da chuva.
Este acto liberta finalmente a rapariga das sombras onde vive e os dois caminham numa ilha agora repleta de flores e vida.
Este acto liberta finalmente a rapariga das sombras onde vive e os dois caminham numa ilha agora repleta de flores e vida.
Melan & Chory mostra-nos como os maus pensamentos, as ideias negativas que frequentemente formamos de nós mesmos, podem acabar por nos isolar de todos, repelindo qualquer amostra de afecto, neste caso a flor (que representa o amor ou a amizade, sendo um girassol e uma alegoria à luz) que é destruída.
A rapariga (que possui um ar doce, fazendo-nos preocuparmo-nos com ela) vai-se fechando cada vez mais em si mesma, controlada pelas sombras dos seus medos e receios em relação ao mundo, chegando mesmo a trocar a sua casa mais ou menos acolhedora por uma divisão cinzenta e escura, casa de uma nuvem que não é apenas negra mas que molha-a com chuva.
O rapaz por outro lado, mostra dedicação e não vai deixar a rapariga afundar-se na escuridão, insistindo todos os dias. Esta força é bastante marcada quando vemos que ele consegue sobreviver à espada que o trespassa. Por muito que ela o ataque, ele não desistirá, ele sabe que conseguirá trazê-la de novo para a luz, custe o que custar.
O ramo que murcha é o resultado de um acto desesperado de que ela se arrepende de imediato. Ela destruiu o único afecto que lhe fora dado desde há muito tempo. Ajoelha-se sobre as flores mortas, talvez preparando-se para abraçar as sombras, a própria morte.
Antes que isto aconteça, o rapaz regressa, protegendo-a da chuva e dando-lhe a mão. Ela aceita. Ela desiste de viver dentro de si e regressa à luz, derrotando as forças negativas que a prendiam. A ilha transforma-se mais uma vez, enchendo-se agora de flores.
Os dois dão as mãos e olham o arco-íris que se forma no céu. A escuridão foi derrotada e tudo acaba bem.
A rapariga (que possui um ar doce, fazendo-nos preocuparmo-nos com ela) vai-se fechando cada vez mais em si mesma, controlada pelas sombras dos seus medos e receios em relação ao mundo, chegando mesmo a trocar a sua casa mais ou menos acolhedora por uma divisão cinzenta e escura, casa de uma nuvem que não é apenas negra mas que molha-a com chuva.
O rapaz por outro lado, mostra dedicação e não vai deixar a rapariga afundar-se na escuridão, insistindo todos os dias. Esta força é bastante marcada quando vemos que ele consegue sobreviver à espada que o trespassa. Por muito que ela o ataque, ele não desistirá, ele sabe que conseguirá trazê-la de novo para a luz, custe o que custar.
O ramo que murcha é o resultado de um acto desesperado de que ela se arrepende de imediato. Ela destruiu o único afecto que lhe fora dado desde há muito tempo. Ajoelha-se sobre as flores mortas, talvez preparando-se para abraçar as sombras, a própria morte.
Antes que isto aconteça, o rapaz regressa, protegendo-a da chuva e dando-lhe a mão. Ela aceita. Ela desiste de viver dentro de si e regressa à luz, derrotando as forças negativas que a prendiam. A ilha transforma-se mais uma vez, enchendo-se agora de flores.
Os dois dão as mãos e olham o arco-íris que se forma no céu. A escuridão foi derrotada e tudo acaba bem.
Embora existam alguns problemas normais de um primeiro trabalho, como por exemplo os últimos planos do personagem a deixar as flores em casa da rapariga, um pouco confusos, Melan & Chory usa uma história curta e simples para nos falar de algo mais profundo e sério, deixando uma mensagem de esperança. Haverá sempre alguém que lutará por nós.
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